Menonitas e Amish – variacoes de um grupo Cristao reformista

A Igreja catolica e cheio de exemplos de grupos que se rebelaram e que seguiram caminhos proprios. Dois desses exemplos sao os Amish e os Menonitas; Ambos sao originarios dos ensinamentos de um ex padre catolico chamado Ulrich Zwingli, na cidade de Zurique, na Belgica no ano de 1523. Os seguidores deste ex-padre logo se rebelaram e desenvolveram uma variacao do Cristianismo onde seus membros so sao batizados na idade adulta, por livre e expontanea vontade. Os estilos de vida sao bem semelhantes: Eles seguem os ensinamento de Jesus Cristo estabelecidos no Novo Testamento, e sao adversos aos recursos tecnologicos modernos (nao usam aparelhos eletronicos de forma alguma, trabalham e vivem com o sustento da agricultura/lavoura e criacao de animais e producao de seus derivados)

Eles sao espalhados pelo mundo inteiro e os Menonitas vivem em maior numero na Africa, mas tambem ha grupos espalhados nas Americas desde os EUA, passando pelo Mexico, Bolivia, Brasil e muitos outros paises
Nos EUA ha em varias partes (De Pensilvania a Ohio por exemplo) um grupo religioso muito fechado chamado de Amish
Os Amish sao anabatistas (rebatizadores), ou seja, acreditam no batismo na idade adulta por livre e expontanea vontade
Os Amish sao um grupo religioso que se desvinculou do Menonitas. “Os Menonitas (ou Mennonitas) são uma grupo de denominações cristãs que descende diretamente do movimento anabatista que surgiu na Europa no século XVI, na mesma época da Reforma. Tem o seu nome derivado do teólogo frísio Menno Simons (1496-1561), que através dos seus escritos articulou e formalizou os ensinos dos seus predescendentes anabatistas suíços. Segundo estimativas de 2009, há mais de 1,6 milhões de menonitas espalhados pelo mundo todo. (fonte: Wikipedia)

Mais sobre os Menonitas:

“Em 1523 Ulrich Zwingli, um ex-padre católico, começou a reformar a igreja na cidade suíça de Zurique. Um grupo de seus discípulos, liderados por Conrad Grebel, Félix Manz e Georg Blaurock logo rejeitou Zwingli que usava a Câmara Municipal para fazer a reforma. O grupo começou a estudar a Bíblia, e não encontrou qualquer justificação para a “igreja do estado”, mas acreditavam que os cristãos eram uma comunidade de crentes que livremente escolheram seguir a Cristo, e seu testemunho público de sua fé seria através do batismo adulto. Isto significava declarar inválido o batismo das crianças. Em 21 de janeiro de 1525, em Zollikon, um subúrbio de Zurique, o grupo decidiu batizar um ao outro. Batismo de adultos como uma parte essencial da sua fé, quase que imediatamente começou a chamar os “anabatistas” (rebatizadores), mas o grupo preferiu o nome de irmãos suíços.
O movimento se espalhou rapidamente por toda a Europa, especialmente nos territórios do Império Alemão. A situação piorou para os anabatistas, quando em 1526, ordenou-se que cada subdivisão política do império deveria adotar a religião do governante. Se o líder fosse um católico, assim deviam ser seus súditos. Se o governante era luterano, seus súditos tinham que praticar a religião luterana, que conflitava diretamente com a concepção dos irmãos, que acreditavam em uma comunidade de crentes que escolhem livremente a sua fé sem a interferência da autoridade civil em matéria de fé. Em 1529, embora os principais defensores da Reforma divulgassem no seu famoso protesto (daí o nome “protestante”) rejeitar qualquer coisa “contrária a Deus ou a Sua Santa Palavra”, concordaram com os católicos em perseguir os anabatistas.
Assim, foi promulgada a lei imperial de 23 de abril de 1529 ordenando “tirar a vida de todo rebatizado ou rebatizador, homem ou mulher, maior ou menor, e executar de acordo com a natureza do caso e da pessoa, por fogo, por espada ou por outros meios sempre que um homem seja encontrado.” A repressão piorou após a rebelião dos anabatistas em Münster e extremistas, sob o pretexto de esmagar a revolta encenada por eles e suas idéias subversivas, multiplicado execuções Irmãos, embora eles sempre foram pacifistas e rejeitassem as ideias e práticas münsteristas.
O testemunho pessoal e a perseguição religiosa levaram os anabatistas e a nova doutrina a diferentes países da Europa, surgindo inúmeras igrejas inicialmente na Suíça, Prússia (atual Alemanha), Áustria e Países Baixos.
O principal ponto de discórdia entre os menonitas e seus perseguidores era o batismo infantil. Os menonitas acreditam que a igreja deve ser formada a partir de membros batizados voluntariamente. Isso não era tolerado pela maioria dos Estados, nem pela igreja católica nem pela igreja protestante oficial da época.
Os menonitas tiveram durante a sua história diversos pontos de discórdia entre si o que sempre acabou levando a divisões e novas denominações entre eles, como por exemplo os Amish.
Durante o século XVI os menonitas e outros anabatistas foram duramente perseguidos, torturados e martirizados. Por isso muitos deles emigraram para os Estados Unidos, onde ainda hoje vive a maior parte dos menonitas. Eles estão entre os primeiros alemães a imigrarem para os Estados Unidos.
Outros se isolaram em colônias e povoamentos fechados dentro de Estados onde eram tolerados.
Em 1788, a convite de Catarina, a Grande, imperatriz da Rússia, agricultores menonitas da Prússia (atualmente Alemanha e Polónia) emigraram para Chortitza (em 1789) e Molotschna (em 1804) no sul da Rússia (atualmente Ucrânia). Com o passar do tempo, por escassez de terra e outros motivos, surgiram muitas outras colonizações menonitas que lutaram pelo seu bem-estar espiritual, cultural e material em diversas regiões da Rússia Europeia e asiática.
Através de intensa migração e também de evangelismo os menonitas se espalharam por todos os continentes do globo, sendo que a maior comunidade menonita se encontra atualmente na África.”

A teologia menonita enfatiza a primazia dos ensinamentos de Jesus como escritos no Novo Testamento. Eles acreditam no ideal de uma comunidade religiosa baseada nos modelos do Novo Testamento no espiríto do Sermão da Montanha. As crenças básicas derivadas das tradições anabatistas são:
Salvação pela fé em Jesus Cristo.
A autoridade das Escrituras e do Espírito Santo.
Batismo dos crentes entendido como: Batismo pelo espírito (mudança interna do coração), batismo pela água (demonstração pública de testemunho) e batismo pelo sangue (martírio e acetismo ou a prática de auto-negação como medida de disciplina pessoal e especialmente espiritual).
Discipulado entendido como um sinal exterior de uma mudança interior.
Disciplina na igreja, como descrito no Novo Testamento, particularmente de Jesus (por exemplo Mateus 18:15-18). Algumas igrejas menonitas praticam o banimento.
A Ceia do Senhor entendida como um memorial ao invés de um sacramento ou ritual, de preferência comungado por crentes batizados dentro da unidade e disciplina da igreja.
Os discípulos de Jesus Cristo não participam em guerras nem usam armas para atacar, ferir ou matar a seus inimigos

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Os Amish (texto extraido da Wikipedia)

Como os Mennonitas, os Amish são descendentes dos grupos suíços de anabatistas chamados de Reforma radical. O Anabatistas suíços ou “os irmãos suíços” tiveram suas origens com Felix Manz (ca. 1498-1527) e Conrad Grebel (ca.1498-1526). O nome “Mennonita” foi aplicado mais tarde e veio de Menno Simons (1496-1561). Simons era um padre católico holandês que se converteu ao Anabatismo em 1536. O movimento Amish começou com Jacob Amman (c. 1656 – c. 1730), um líder suíço dos Mennonitas que acreditava que estes estavam se afastando dos ensinos de Simons.
Os primeiros Amish começaram a migrar para os Estados Unidos no século XVIII, para evitar perseguições e o serviço militar obrigatório. Os primeiros imigrantes foram para o condado de Berks, Pensilvânia. .
A Sociedade Amish[editar]

Estimativas do início da década de 2000 apontavam a existência de 198 mil membros da comunidade amish no mundo, sendo 47 mil apenas na Pensilvânia. Esses grupos são compostos por descendentes de algumas centenas de alemães e suíços que migraram para os Estados Unidos e o Canadá.
Os amish preferem viver afastados do restante da sociedade. Eles não prestam serviços militares, não pagam a Segurança Social e não aceitam qualquer forma de assistência do governo. Muitos evitam até mesmo fazer seguro de vida.
A maioria fala um dialeto alemão conhecido como “Alemão da Pensilvânia” (em inglês: Pennsylvania Dutch ou Pennsylvania German). Eles dividem-se em irmandades, que por sua vez se divide em distritos e congregações. Cada distrito é independente e tem suas próprias regras de convivência.
O filme “A Testemunha”, com o actor Harrison Ford, mostra o modo de vida dos amish nos Estados Unidos. Homens usando ternos e chapéus pretos e mulheres com a cabeça coberta por um capuz branco e com um vestido preto. A comunidade Amish considerou muito liberal a imagem que se fez deles.
Os amish não gostam de ser fotografados. Interpretam que, de acordo com a Bíblia, um cristão não deve manter sua própria imagem gravada.

Crenças

Os princípios enfatizados pelos Amish são:
A Bíblia, principalmente a ética do Novo Testamento, devem ser obedecidas como a vontade de Deus, embora não sistematizando sua teologia, mas aplicando-as no dia-a-dia. A interpretação da Bíblia é realizada nos cultos e reuniões da igreja. Essa posição de evitar querelas teológicas evitou divisões de carácter doutrinário nas denominações anabatistas.
Credos e confissões são somente documentos para demonstrar aquilo que se crê, mas requerem a adesão ou crença a eles. Aceitam, portanto, em essência os Credos históricos do Cristianismo, mas não o professam.
A Igreja é uma comunidade voluntária formada de pessoas renascidas. A Igreja não é subordinada à nenhuma autoridade humana, seja ela o Estado, ou hierarquia religiosa. Assim evitam participar das atividades governamentais, jurar lealdade a nação, participar de guerras.
A Igreja não é uma instituição espiritual e invisível, mas uma coletividade humana e real, marcada pela separação do mundo e do pecado e uma posição afirmativa em seguir os mandamentos de Cristo.
A Igreja celebra o Batismo adulto por aspersão como simbolo de reconhecimento e obediencia a Cristo, e a Santa Ceia em memória da missão de Jesus Cristo.
A Igreja tem autoridade de disciplinar seus membros e até mesmo sua expulsão, a fim de manter a pureza do indivíduo e da igreja.
Como pode ser notado, a teologia anabatista é massivamente eclesiológica, baseada na vida comunitária e Igreja.
Quanto a salvação, os Amish crêem no livre-arbítrio, o ser humano tem a capacidade de se arrepender de seus pecados e Deus regenera e ajuda-o a andar em uma vida de regeneração.
Os Amish não creem que a conversão para Cristo seja uma experiência emocional de um momento, mas um processo que leva a vida inteira;
O que único na Teologia Anabatista, principalmente depois de Menno Simons, é a visão sobre a natureza de Cristo, possui uma doutrina semi-nestoriana, crendo que Jesus Cristo foi concebido miraculosamente pelo Espirito Santo no ventre de Maria, mas não herdou nenhuma parte física dela. Maria, seria portanto um instrumento usado por Deus, para cumprir o Seu plano.
A essência do cristianismo consiste em uma adesão prática aos ensinamentos de Cristo.
A ética do amor rege todas as relações humanas.
Pacifismo: Cristianismo e violência são incompatíveis.

Culto

O culto Amish é praticado da mesma maneira desde a incepção do Anabatismo na época da Reforma. O Culto é voltado a Deus e não tem o carácter evangelizador, portanto práticas como “chamada ao altar” ou “aceitar Jesus” não existem. Não constroem igreja, assim reúnem-se em casas privadas ou em salas de escolas. As mulheres sentam-se separadas dos homens e cobrem a cabeça com um véu. O culto inicia com uma invocação de algum dos anciãos, seguem-se hinos, cantado do hinário Ausbund, que é o mesmo texto desde o século XVI e não contém notação musical. Então há uma oração, onde todos se ajoelham silenciosamente até que algum membro masculino ore pela igreja. A leitura e pregação da Bíblia é feita extemporaneamente, sem sermões preparados, e muitos elterns (anciãos) abrem as Escrituras aleatoriamente. Seguem uma oração do ministro e uma bênção final. A congregação se despede com um ósculo.

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