Transtorno de Identidade de Genero – “Ela é uma garota que por alguma razão estava no corpo de um menino”

O transtorno de identidade de gênero é um transtorno de ordem psicológica e médica, que se manifesta na condição em que a pessoa é de um determinado gênero biológico (homem e mulher), mas se identifica com os indivíduos pertencente ao gênero oposto, e considera isso como desconfortante ou é incapaz de lidar com essa condição. ( wikipedia )

Veja abaixo reportagem do site UOL sobre o caso de Livvy/Sam, a mesma crianca que ate os 10 anos era “menino” e voltou das ferias escolares como “menina”
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Reportagem do UOL sobre uma menina
“Fiquei feliz de poder ser quem sou”, diz menina britânica que viveu dez anos como menino

Depois de ter sua história revelada, Livvy James, 10, o “menino” britânico que surpreendeu seus colegas ao retornar das férias escolares vestido de menina, em Worcester, no Reino Unido, disse que está gostando das mudanças pelas quais tem passado. O garoto de 10 anos foi diagnosticado com o chamado transtorno de identidade de gênero – quando um menino ou menina sente que, na verdade, pertence ao outro sexo.
“Estava tão ansiosa para o meu primeiro dia na escola que não me preocupava o que as pessoas iam falar de mim. Mesmo se me falassem coisas ruins, eu não me importaria. Me senti feliz por poder ser quem eu sou e não ter mais que fingir”, disse Livvy, que agora usa saias como uniforme, mudança que ela disse ter “adorado”.

A recepção na escola foi positiva. Em entrevista ao Daily Mail, Livvy contou que não teve problemas com nenhum de seus amigos, embora alguns ainda continuem a chamá-la pelo antigo nome – Sam. “Mas é normal. Leva tempo para as pessoas se acostumarem com as mudanças. Tenho um pequeno grupo de amigos próximos que vai me defender se eu precisar.”

Alguns pais de colegas de Livvy é que ficaram incomodados com o fato de a escola onde ela estuda ter exibido um vídeo explicativo sobre transtorno de identidade de gênero, sem tê-los avisado antes.

“Meu filho chegou em casa me perguntado o que eram genitálias”, disse um dos pais ao jornal britânico.

A família de Livvy parece ter aceitado a ideia com tranquilidade. “Ela não escolheu isso. Não houve escolha. Ela é uma garota que por alguma razão estava no corpo de um menino”, disse a mãe de Livvy, Saffron.

“Não precisamos saber o porquê; as pessoas não têm que entender isso. Não esperamos isso deles. Nós só não queremos que a chamem de aberração por ela não é uma”, afirmou.

A história de Livvy foi revelada pelo jornal local “Worcester News”, da cidade de mesmo nome, onde vive a família.

Leia mais sobre o assunto…

Transtorno de Identidade de Genero – Transexualismo

A última classificação americana dos transtornos mentais (DSM-IV-TR) retirou dos seus diagnósticos os termos transexualismo, travestismo e homossexualismo. Ao invés disso, adotou-se o termo Transtornos da Identidade de Gênero, que é visto como menos preconceituoso ou discriminatório. Como as denominações anteriores são bastante conhecidas popularmente, e ainda utilizadas na Classificação Internacional de Doenças (CID 10), apresentaremos ambas as denominações.

Como se desenvolve?

Para se entender o transexualismo, primeiramente é importante se compreender o que é identidade de gênero e como se forma.

A identidade de gênero refere-se à masculinidade e à feminilidade, ou melhor, à convicção que cada um tem sobre si de ser masculino ou feminino. Isso se forma muito precocemente, desde o estágio intra-uterino, e decorre:

da soma de causas genéticas e hormonais (vão determinar os caracteres físicos do bebê, se vai nascer com características de menino ou menina);
da atitude dos pais ao aceitar ou não o sexo do bebê, a forma como esse bebê vai ser manuseado e tratado (a menininha ou o garotão);
da interpretação do bebê a respeito dessas atitudes paternas;
da formação do ego corporal (o bebê vai formando uma idéia a respeito de si a partir de sensações que surgem com a manipulação de seu corpo).

Também é importante termos conhecimento do conceito de identidade de gênero nuclear, que significa a convicção de que a designação do sexo da pessoa foi corporalmente e psicologicamente determinada, por exemplo, “tenho corpo de mulher e me sinto mulher”.

O que se sente?

Um transexual refere sentir um sofrimento psíquico por acreditar que houve um erro na determinação do sexo anatômico. É devido a esse sentimento que muitos buscam a cirurgia para mudança de sexo, na tentativa de correção do erro que sentem haver lhe acontecido e assim aliviar o sofrimento.

Como o médico faz o diagnóstico?

Em geral, psiquiatras ou psicólogos fazem esse diagnóstico, através de várias conversas com o paciente, para determinar corretamente os sentimentos dele.

Como se trata?

Fundamentalmente um tratamento psicológico se faz necessário para entender a alteração apresentada e apenas em alguns casos específicos será indicado a cirurgia de alteração do sexo, a qual só se faz após cuidadosa avaliação psicológica e física da pessoa.

Transexualismo x Travestismo x Homossexualidade

É importante se diferenciar o transexualismo de transvestismo/travestismo e homossexualidade. No transvestismo a pessoa não sente que sua identidade de gênero está trocada (por exemplo, homem com corpo de homem sentindo-se homem), mas usa roupas do sexo oposto com objetivo de ter prazer erótico, para se excitar. Apenas em casos em que a pessoa passa a se vestir como mulher a maior parte do tempo e ter dúvidas e sofrimento em relação a sua identidade de gênero é que se deve pensar que possa haver transexualismo latente. Já no homossexualismo, a pessoa também se sente adequada quanto à determinação de seu sexo (tem corpo de homem, sente-se homem), porém tem atração afetiva e erótica por outra pessoa do mesmo sexo que ela.

O transtorno de identidade de gênero

Nesse transtorno há uma forte e persistente identificação com o gênero oposto, que consiste do desejo de ser, ou a insistência do indivíduo de que ele é do sexo oposto, acompanhado de um desconforto persistente com o próprio sexo ou uma sensação de inadequação no papel de gênero deste sexo. O diagnóstico não é feito se o indivíduo tem uma condição física intersexual concomitante (por ex., síndrome de insensibilidade aos andrógenos, genitália ambígua ou hiperplasia adrenal congênita).

Além disso, deve haver sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional, ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. Os sintomas podem iniciar ainda na infância ou na adolescência, mas em alguns casos, apenas na idade adulta. Para indivíduos homens adultos algumas especificações devem ser feitas: Atração Sexual por Homens, Atração Sexual por Mulheres, Atração Sexual por Ambos os Sexos ou Ausência de Atração por Quaisquer dos Sexos. Para mulheres adultas são usados os mesmos especificadores.

Colaboradoras
Dra. Alice Sibile Koch
Dra. Dayane Diomário da Rosa

fonte: abcdasaude.com.br

Mais fotos de Sam:

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