Posse de bola, movimentação, passes curtos e marcação por pressão – Barcelona 2009-2011 como nos tempos de Cruiff (jogador e tecnico) e Ajax

Barcelona pode se tornar um dos maiores da história;
27 de maio de 2011 • 17h24

O Barcelona dirigido por Pep Guardiola e comandado em campo por Xavi, Iniesta e Messi já pode ser considerado um dos maiores times da história?

Barcelona dirigido por Pep Guardiola já soma nove títulos

A pergunta é simples: o Barcelona de Pep Guardiola já pode entrar na galeria dos maiores esquadrões de todos os tempos? Ingredientes para isso não faltam. Craques como Xavi, Iniesta, Henry, Villa, Eto’o e o maior de todos, Messi, estão ou passaram por lá; os títulos também vieram aos montes – já são nove em três temporadas; e o estilo de jogo, aquilo que se perpetua na memória do torcedor, consegue a proeza de ser bonito e eficiente ao mesmo tempo.

Caso derrote o Manchester United neste sábado, em Wembley, e conquiste sua segunda Liga dos Campeões – a primeira foi contra o mesmo rival, em Roma, em 2009 – a geração de talentos comandada por Guardiola escreverá outro capítulo glorioso em sua recente história. Nos últimos anos, nenhum time mostrou tamanho domínio sobre os rivais.

Por isso, o Terra mostra outros 12 grandes times do futebol, em ordem cronológica, que se destacaram por títulos memoráveis, jogadores fantásticos ou simplesmente pela beleza de seu jogo – para que você decida se o Barcelona de Messi já figura entre os gigantes.

River Plate 1941/47

Time-base: Barrios (Grisetti); Vaghi e Ferreira; Yácono, Rudolfi (Rossi) e Ramos; Muñoz (Reys), Moreno, Pedernera (Di Stéfano), Labruna e Loustau. Técnico: Carlos Peucelle (Renato Cesarini)
Títulos: 4 Campeonatos Argentinos (1941, 1942, 1945 e 1947), 3 Copas Río de La Plata (1941, 1945 e 1947), 2 Copas Dr. Carlos Ibarguren (1941 e 1942), 1 Copa Adrián C. Escobar (1941)

O grande time do River Plate dos anos 1940 era conhecido como “La Máquina” e continha uma lendária linha ofensiva, pioneira em trocar posições no ataque, composta por Muñoz, Moreno, Pedernera, Labruna e Loustau – posteriormente, o jovem Alfredo Di Stéfano também fez parte do esquadrão. Outro apelido da equipe era “Os Cavaleiros da Angústia”, porque os jogadores ficavam tocando a bola entre si durante longos períodos, muitas vezes sem buscar o gol, angustiando o torcedor.

O rol de títulos não é impressionante porque não havia grandes competições internacionais – a Copa Río de La Plata, por exemplo, era um confronto entre os campeões de Argentina e Uruguai. Além disso, o mundo estava enfrentando a Segunda Guerra Mundial. Porém, há registros de jogos memoráveis, que exibiram toda a classe daquela equipe. Para os argentinos, se as Copas de 1942 e 1946 tivessem acontecido, seriam dois títulos praticamente certos para eles – graças à base da seleção composta pelos craques de “La Máquina”.

Honvéd 1950/56

Time-base: Grosics (Farago); Palicko (Rackosczy), Lorant, Banyai e Kovacs (Kotasz); Bozsik e Machos (Szusza); Budai, Kocsis, Puskas e Czibor.
Títulos: 4 Campeonatos Húngaros (1950, 1952, 1954 e 1955)

Assim como o River Plate da década anterior, o time que serviu de base para a fantástica seleção húngara de 1954 não tem grandes conquistas; apenas quatro campeonatos nacionais, tendo sido eliminado pelo Athletic Bilbao na única Copa da Europa que disputou. Porém, o que faz do Honvéd um dos maiores da história é a reunião de vários dos maiores craques da época, as partidas antológicas realizadas em viagens pela Europa e o estilo de jogo revolucionário e envolvente.

Antes chamado de Kispest, o time teve o nome alterado para Honvéd (“defensor da pátria”) em 1949 pelo governo comunista da Hungria, que colocou lá os melhores jogadores do país e transformou o clube em uma “seleção permanente”. Alguns dos nomes que fizeram parte da equipe – que, assim como o Barcelona atual, apresentava toque de bola praticamente perfeito e movimentação constante – são o goleiro Grosics, o zagueiro Lorant, o centromédio Bozsik, os pontas Budai e Czibor e os meias-atacantes Puskas e Kocsis.

Real Madrid 1956/61

Time-base: Alonso (Domínguez); Marquitos (Atienza), Santamaría, Muñoz (Santisteban) e Lesmes (Vidal); Zárraga e Di Stéfano; Joseíto (Canário), Marsal (Kopa), Rial (Puskas) e Gento. Técnico: Pepe Villanueva (Luis Carniglia/Miguel Muñoz)
Títulos: 1 Mundial Interclubes (1960), 5 Copas da Europa (1956, 1957, 1958, 1959 e 1960), 3 Campeonatos Espanhóis (1957, 1958, 1961)

Outro candidato a “maior time de todos os tempos” é o Real Madrid que dominou a Europa na segunda metade dos anos 1950, com cinco títulos continentais consecutivos – algo jamais superado até hoje. A constelação de craques tinha como astro maior o meia-atacante argentino Di Stéfano, até hoje idolatrado no clube; também brilhavam o francês Raymond Kopa e o espanhol Francisco Gento.

Em 1958, o mito húngaro Ferenc Puskas chegou para fortalecer ainda mais o time. A conquista da quinta Copa da Europa veio com uma vitória por 7 a 3 sobre o Eintracht Frankfurt em 1960, com três de Di Stéfano e quatro de Puskas, em um dos maiores jogos da história do futebol. A equipe que criou o mito da superioridade madrilena também faturou a primeira edição do Mundial Interclubes, no mesmo ano, batendo o uruguaio Peñarol por 5 a 1.

Santos 1960/67

Time-base: Gilmar (Cláudio); Lima (Carlos Alberto), Mauro (Ramos Delgado), Calvet (Orlando) e Dalmo (Geraldino/Rildo); Zito (Clodoaldo) e Mengálvio; Dorval, Coutinho (Toninho Guerreiro), Pelé e Pepe (Edu). Técnico: Lula (Antoninho)
Títulos: 2 Mundiais Interclubes (1962 e 1963), 2 Copas Libertadores (1962 e 1963), 5 Taças Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), 1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968), 6 Campeonatos Paulistas (1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1967), 3 Torneios Rio-São Paulo (1963, 1964 e 1966)

O time que teve Pelé não teve só o maior jogador de todos os tempos, mas uma legião de jogadores espetaculares que marcaram época no futebol mundial. Gilmar, Mauro, Carlos Alberto, Zito, Mengálvio, Clodoaldo, Dorval, Coutinho, Pepe e Edu são alguns dos craques que mostraram seu talento na Vila Belmiro, na equipe que dominou o cenário brasileiro na década de 1960 e se tornou o primeiro clube brasileiro a ser campeão mundial – e bicampeão também.

O esquadrão santista impressiona também pela quantidade de títulos: para citar alguns, são dois Mundiais, duas Libertadores, cinco Taças Brasil e um Roberto Gomes Pedrosa (torneios com o mesmo peso do Campeonato Brasileiro, segundo determinação recente da CBF). Foram grandes gerações que se intercalaram no Santos durante a década, e tiveram em Pelé o ponto central em torno do qual as “seleções” alvinegras foram montadas.

Benfica 1960/68

Time-base: Costa Pereira (José Henrique); Cavém (Mário João), Germano (Humberto Fernandes), José Neto (Fernando Cruz) e Ângelo (Raul Machado); Santana (Jaime Graça) e Coluna; José Augusto, Eusébio, Águas (Torres) e Simões. Técnico: Béla Guttmann (Fernando Riera/Otto Glória)
Títulos: 2 Copas da Europa (1961 e 1962), 7 Campeonatos Portugueses (1960, 1961, 1963, 1964, 1965, 1967 e 1968), 3 Taças de Portugal (1962, 1964 e 1965)

O time que sucedeu o Real Madrid como grande sensação da Europa foi o Benfica dos anos 1960, liderado pela “Pantera Negra” Eusébio, um dos grandes rivais de Pelé. Base da seleção portuguesa que exibiu futebol envolvente e chegou em terceiro na Copa do Mundo de 1966, a equipe de Lisboa tinha simplesmente todo o setor ofensivo do time nacional: os habilidosos pontas José Augusto e Simões, o cerebral meia Coluna, o centroavante Torres e o craque Eusébio.

Vencedor de duas Copas da Europa em 1961 e 1962, o Benfica foi o primeiro time a quebrar a hegemonia do poderoso Real Madrid no continente. Depois, ainda chegou a mais três finais na década, mas acabou vencido em todas – contra Milan (1963), Inter de Milão (1965) e Manchester United (1968). Uma das grandes equipes do futebol mundial, que marcou época com títulos e um jogo vistoso.

Ajax 1966/1973

Time-base: Bals (Stuy); Suurbier, Hulshoff, Vasovic (Blankenburg) e Van Duivenbode (Krol); Groot (Haan), Mühren e Neeskens (Danielsson); Swart (Rep), Cruyff e Keizer. Técnico: Rinus Michels (Stefan Kovacs)
Títulos: 1 Mundial Interclubes (1972), 3 Copas da Europa (1971, 1972 e 1973), 1 Supercopa da Uefa (1973), 6 Campeonatos Holandeses (1966, 1967, 1968, 1970, 1972 e 1973), 4 Copas da Holanda (1967, 1970, 1971 e 1972)

Mais uma equipe lendária da história do futebol, o Ajax idealizado por Rinus Michels e comandado em campo por Johan Cruyff levou o jogo de passes e troca de posições dos húngaros a um novo estágio: o “futebol total”. Combinando uma mentalidade inovadora a jogadores jovens, com ótimo preparo físico e técnica excepcional, aquele que foi considerado o maior técnico do século XX criou uma equipe que foi tricampeã europeia – com a bola, movimentação e trocas constantes de posição; sem ela, pressão intensa na marcação no campo de ataque.

Não por acaso, é nessa linha também que atua o Barcelona de hoje. Cruyff, jogador que personificava o estilo único do Ajax, foi jogador e treinador do time catalão, instaurando por lá sua filosofia; também treinou o então volante Guardiola, hoje comandante da equipe azul-grená. Não é segredo que a grande inspiração barcelonista é o esquadrão que também forneceu a base para a seleção holandesa de 1974, com craques como Krol, Haan, Neeskens, Rep e o genial Cruyff.

Bayern de Munique 1969/76

Time-base: Maier; Koppenhöfer (Hansen), Schwarzenbeck, Beckenbauer e Breitner (Horsmann); Roth, Zobel (Dürnberger) e Hoeness; Mrotsko (Torstensson/Rummenigge), Gerd Müller e Brenninger (Kapellmann). Técnico: Udo Lattek (Dettmar Cramer)
Títulos: 1 Mundial Interclubes (1976), 3 Copas da Europa (1974, 1975 e 1976), 4 Campeonatos Alemães (1969, 1972, 1973 e 1974), 2 Copas da Alemanha (1969 e 1971)

Assim como o Honvéd foi o cerne da grande seleção húngara de 1954 e o Ajax forneceu a base para a “Laranja Mecânica” holandesa, o Bayern de Munique deu à Alemanha de 1974 nomes como Sepp Maier, Paul Breitner, Uli Hoeness, Gerd Müller e, acima de tudo, Franz Beckenbauer. E assim como o selecionado alemão desbancou os holandeses na final da Copa do Mundo, foi este Bayern que interrompeu o reinado do Ajax para se sagrar tricampeão europeu e tomar o cetro de melhor time do mundo na década de 1970.

E quando a geração multicampeã começava a envelhecer, outra joia entrou para a equipe: o atacante Karl-Heinz Rummenigge, um dos maiores do futebol alemão. Pelos craques e títulos, e com um jogo que aliava potência física, capacidade técnica e flexibilidade tática, este time se consolidou como um dos melhores em todos os tempos.

Flamengo 1978/83

Time-base: Raul (Cantarelli); Leandro (Toninho), Marinho (Manguito), Mozer (Figueiredo) e Júnior; Andrade (Carpegiani), Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico (Júlio César). Técnico: Cláudio Coutinho (Paulo César Carpegiani/Carlos Alberto Torres)
Títulos: 1 Mundial Interclubes (1981), 1 Copa Libertadores (1981), 3 Campeonatos Brasileiros (1980, 1982 e 1983), 4 Campeonatos Cariocas (1978, 1979, 1979 especial e 1981)

A geração mais talentosa e vitoriosa da história do Flamengo dominou o futebol brasileiro no início da década de 1980. Tendo sempre como astro um dos maiores jogadores da história, Zico, a equipe rubro-negra sofreu algumas reformulações ao longo dos anos; outros atletas espetaculares como Júnior, Adílio e Tita também foram quase sempre uma constante. Leandro, Mozer e Andrade são mais exemplos da legião de craques que era o time da Gávea.

Sob a batuta de Zico e companhia, o Flamengo – que nunca havia sido campeão nacional – venceu três Brasileiros (venceria mais um em 1987, mas já com uma equipe bastante modificada). Porém, as grandes conquistas deste time vieram em âmbito internacional: a Copa Libertadores e o Mundial Interclubes em 1981, desbancando no maior jogo da história do clube o fortíssimo Liverpool por 3 a 0.

Milan 1988/94

Time-base: Galli (Rossi); Tassotti (Panucci), Costacurta, Baresi e Maldini; Colombo (Desailly), Rijkaard (Albertini), Donadoni e Ancelotti (Boban); Gullit (Savicevic) e Van Basten (Massaro). Técnico: Arrigo Sacchi (Fabio Capello)
Títulos: 2 Mundiais Interclubes (1989 e 1990), 3 Ligas dos Campeões (1989, 1990 e 1994), 3 Supercopas da Uefa (1989, 1990 e 1994), 4 Campeonatos Italianos (1988, 1992, 1993 e 1994), 4 Supercopas da Itália (1988, 1992, 1993 e 1994)

Filósofo do futebol, o técnico Arrigo Sacchi criou um Milan quase imbatível no final dos anos 1980. A equipe praticava um jogo com ênfase no coletivo, ocupação igual de espaços, com uma equipe extremamente compacta, solidária e entrosada, em um 4-4-2 que dificilmente deixava áreas livres para o oponente criar; ao mesmo tempo, contava com talentos individuais fenomenais, como as lendas Baresi e Maldini na retaguarda, e a trinca de craques holandeses Rijkaard, Gullit e Van Basten.

Bicampeã europeia e mundial, a equipe sofreu mudanças sob o comando de Fabio Capello e perdeu um pouco do jogo coletivo espetacular que era sua marca – ainda assim, manteve a base defensiva e jogadores como Donadoni e Massaro. Na frente, novos craques, como Boban e Savicevic. A eficiência, porém, foi a mesma: o time foi tricampeão italiano e venceu a Liga dos Campeões em 1994 massacrando o grande Barcelona por 4 a 0, sacramentando o período como a “era de ouro” do Milan.

São Paulo 1991/94

Time-base: Zetti; Cafu, Antônio Carlos (Válber), Ronaldão (Gilmar) e Ronaldo Luiz (André Luiz); Adilson (Dinho), Pintado, Doriva (Toninho Cerezo) e Raí (Leonardo); Müller e Palhinha. Técnico: Telê Santana
Títulos: 2 Mundiais Interclubes (1992 e 1993), 2 Copas Libertadores (1992 e 1993), 2 Recopas Sul-Americanas (1993 e 1994), 1 Supercopa Libertadores (1993), 1 Copa Conmebol (1994), 1 Campeonato Brasileiro (1991), 2 Campeonatos Paulistas (1991 e 1992)

Dirigido por um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro, Telê Santana, o São Paulo pode se orgulhar de ter “dominado o mundo” no início dos anos 1990. Se não era uma legião de craques como outras grandes equipes, o time era técnico, rápido e ofensivo; não à toa, derrotou em dois Mundiais outros esquadrões desta lista, o Barcelona e o Milan. Além disso, ao longo dos anos, teve estrelas como Zetti, Cafu, Toninho Cerezo, Raí, Leonardo e Müller.

As conquistas internacionais do time deram definitivamente projeção mundial ao São Paulo, e a equipe ainda venceu um Campeonato Brasileiro no período. E o sucesso inquestionável da equipe tricolor se deve em grande parte a Telê, famoso por seus treinos exaustivos para melhorar os fundamentos dos atletas e pelo amor ao futebol ofensivo e corajoso.

Barcelona 1991/94

Time-base: Zubizarreta; Ferrer, Koeman, Juan Carlos (Nadal) e Sergi (Nando); Guardiola, Bakero e Michael Laudrup (Amor); Sacristán (Begiristain), Romário (Salinas) e Stoichkov. Técnico: Johan Cruyff
Títulos: 1 Copa da Europa (1992), 1 Supercopa da Uefa (1992), 4 Campeonatos Espanhóis (1991, 1992, 1993 e 1994), 3 Supercopas da Espanha (1991, 1992 e 1994)

O Barcelona do início dos anos 1990 não é chamado de “Dream Team” à toa. Sob o comando de Johan Cruyff, a equipe só poderia exibir o estilo de jogo que é a marca do craque holandês: futebol voltado para o ataque, com muita movimentação, ênfase na troca de passes, e marcação sufocante sem a bola. Nada muito diferente da equipe atual dos catalães – o que frequentemente gera questionamentos na Espanha sobre qual geração barcelonista é a melhor da história.

Além do tetracampeonato espanhol e da Copa da Europa de 1992, a equipe ficou marcada pela constelação que era seu elenco. Jogadores do calibre de Ronald Koeman, Pep Guardiola, Michael Laudrup, Hristo Stoichkov e Romário desfilaram seu talento no Camp Nou sob a batuta de Cruyff, que se manteve fiel à sua ideologia de futebol e produziu uma das equipes mais espetaculares de todos os tempos.

Boca Juniors 2000/2004

Time-base: Córdoba (Abbondanzieri); Ibarra, Bermúdez, Burdisso e Clemente Rodríguez; Battaglia, Villarreal, Diego Cagna (Gustavo Barros Schelotto) e Riquelme; Guillermo Barros Schelotto e Barijho (Chrisrian Gimenez). Técnico: Carlos Bianchi
Títulos: 2 Mundiais Interclubes (2000 e 2003), 3 Copas Libertadores (2000, 2001 e 2003), 1 Copa Sul-Americana (2004) e 2 Campeonatos Argentinos (Apertura 2000 e Apertura 2003)

Referência de competitividade no futebol sul-americano na última década, o Boca Juniors comandado por Carlos Bianchi era um time estratégico, que sabia como poucos na história conquistar resultados fora de casa. Ao longo dos anos, ainda consolidou atacantes como Carlos Tevez e Martin Palermo.

Bianchi se notabilizou por formar times competentes desde a defesa, escalando nomes como Walter Samuel, Schiavi e Burdisso ao longo da vitoriosa primeira metade da década entre seus times. No meio de campo, o camisa 10 Juan Roman Riquelme virou carrasco – e objeto de desejo – de diversos clubes brasileiros. De quebra, os irmãos Barros Schelotto ainda acrescentaram experiência e talento ao setor ofensivo.

Barcelona 2009-atual

Time-base: Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol e Abidal; Yaya Touré (Busquets), Xavi e Iniesta; Messi, Eto’o (Pedro) e Henry (Villa). Técnico: Pep Guardiola
Títulos: 1 Mundial de Clubes (2009), 1 Liga dos Campeões (2009), 1 Supercopa da Uefa (2009), 3 Campeonatos Espanhóis (2009, 2010 e 2011), 1 Copa do Rei (2009), 2 Supercopas da Espanha (2009 e 2010)

Desde a década passada, nenhuma equipe se destacava tanto em relação às demais como o Barcelona dirigido por Guardiola. Vindo das categorias de base do clube, o treinador assumiu em 2008 e imediatamente priorizou os jogadores formados na equipe catalã; hoje, oito titulares são “pratas da casa”. Aproveitando o entrosamento único que os atletas adquiriram ao longo dos anos, o ex-volante instaurou a filosofia herdada de Cruyff, criada no Ajax dos anos 1970: posse de bola, movimentação, passes curtos e marcação por pressão.

O resultado é um time que dá espetáculo, conquista um título atrás do outro e ainda exibe o maior talento do futebol mundial dos últimos anos, Lionel Messi. Além de outros grandes jogadores, como Xavi, Iniesta e Villa (além de Eto’o e Henry nas temporadas anteriores), a equipe apresenta uma identidade de jogo bonito que passa por atletas menos badalados, mas igualmente técnicos, como o zagueiro Piqué e o volante Busquets. Shows, goleadas, controle total da partida: é disso que o Barcelona é capaz quando está em sua melhor forma

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